domingo, 26 de julho de 2015


DCP 04 ANOS (RETROSPECTIVA)





Olá gente amiga!

Que bom voltar a nos encontrar e juntos celebrarmos mais uma edição especial de aniversário. 04 anos de conquistas, realizações e aprendizados. Nesta edição teremos a retrospectiva da entrevista com o escritor e presidente da UBE, Alexandre Santos; o conto do escritor Fernando Farias (os invisíveis) e a poesia de Erickson Luna.

O DCP comemora 04 anos, mas quem recebe o presente é você. Acesse as nossas colunas e deixe o seu comentário, crítica ou sugestão. Ao final do mês de julho sortearemos vários livros de autores pernambucanos, com o apoio cultural da Novoestilo – Edições do Autor e da Cultura Nordestina.

Desejamos uma semana de muita paz e poesia.


Os editores



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ENTREVISTA COM O PRESIDENTE DA UBE ALEXANDRE SANTOS*



“a literatura é o 'primo pobre', merecendo atenção infinitamente menor do que, por exemplo, o cinema ou, mesmo, música”.


Alexandre Santos/Foto: Divulgação



O presidente da UBE (PE) Alexandre Santos concede entrevista exclusiva ao DCP e fala sobre a literatura no estado e no país, a UBE, o Congresso Mundial de Engenheiros Escritores e sobre o seu mais recente livro.

Alexandre Santos é escritor, engenheiro civil pela UFPE, cumpriu os cursos de especialização em Transportes Urbanos e Trânsito na Universidade Federal do Ceará (UFCE) e de mestrado em Engenharia da Produção e em Gestão Pública para o Desenvolvimento do Nordeste na UFPE. Foi agraciado com a inclusão na Ordem do Mérito Literário ‘Jorge de Albuquerque Coelho’, Ordem do Mérito Capibaribe, no grau de Comendador, no quadro de agraciados com a Comenda ‘Padre João Ribeiro’, na Ordem do Mérito Manoel Antônio de Moraes Rego, no quadro de Membros Honoráveis do Colégio de Engenharia de Venezuela. Recebeu a Medalha do Sesquicentenário do Gabinete Português de Leitura de Pernambuco e o Prêmio Vânia Souto Carvalho, instituído pela Academia Pernambucana de Letras para agraciar o melhor romance no concurso nacional de 2006, com o livro 'O moinho'.  É membro de diversas entidades, incluindo o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, Instituto Solidarista de Estudos Políticos e Sociais Zanoni Lira Lins e a Academia Brasileira de Autores Solidaristas. É editor-geral do informativo ‘A Voz do Escritor’, membro do Conselho Editorial da Revista Algomais, do Conselho Consultivo da Revista Nova Águia (Lisboa, Portugal) e do Conselho Editorial da Revista Archiépelago (Cidade do México, México). É presidente de entidades importantes como o Clube de Engenharia de Pernambuco, Associação Brasileira de Engenheiros Escritores e União Brasileira dos Escritores. É autor dos livros: Os Retirantes (1986), A Inevitável Primavera (1991), Teoria do Valor (1994), Curso Básico de Matemática Financeira(1995), Economia & Poder (1995), Solidarismo: O Brasil para Todos(1995), Curso Básico de Administração de Materiais (1996), Curso Básico de Avaliação Financeira dos Projetos de Investimento (1997), Subsidiariedade Econômica: A Opção Decisiva (1997), Em Debate (1997), Crise - O fim do ciclo liberal (1999), O Direito ao Trabalho Remunerado (1999), O Debate Continua (2000), A Administração de Pequenas Empresas em Tempos de Crise (2000), A face oculta do mercado (2001), G’Dausbbah (2005), O Moinho (2006), Maldição e fé (2011), Raízes (2011), entre outros.


DCP – O cenário atual no estado é animador para a área da literatura?

AS - Quando olhamos em volta e vemos a quantidade e a qualidade dos escritores que atuam nas terras brasileiras e, sobretudo, nas nordestinas e, especial, em Pernambuco - onde há um poeta, um cantador, uma agremiação literária em cada esquina -, superamos eventuais pessimismos e recobramos a esperança na arte literária como um dos principais elementos de animação e resistência cultural e, portanto, de transformação social e política da sociedade em nossa terra. Infelizmente, a quantidade, a qualidade e, sobretudo, a potencialidade da produção artística dos escritores que atuam no Estado não são correspondidas pelo apoio governamental na intensidade desejável. Há, de fato, algum avanço no setor, mas, ainda, há muito por fazer. De qualquer forma, mesmo com as dificuldades do setor, além de o movimento das editoras locais apontar grande produção literária, observa-se a consolidação e o surgimento de casas que prestigiam a apresentação de poesia como atração artística e, ainda, o viço crescente do calendário das festas, festivais, encontros e congressos literários realizados no Estado.

DCP – A UBE como casa que congrega o autor brasileiro, quais as perspectivas e ações para os novos autores?

AS - Embora seja uma agremiação de índole política, além de fazer a representação nacional dos escritores que atuam no Brasil, a UBE mantém uma intensa programação cultural, inclusive como forma de estimular o gosto pela arte de escrever. Nesta perspectiva, a UBE vem desenvolvendo um conjunto de programas literários, que percorre vários gêneros e temáticas literárias para criar ambiente propício à participação de escritores de diversos matizes e preferências. Assim, neste começo de temporada, além de festejar a 500ª'sessão do programa 'Quarta às Quatro' (o mais antigo em funcionamento nas Américas), a UBE vai investir em outros programas - como 'A temática do amor', por exemplo, que melhor se adequa aos escritores e leitores das coisas do coração; 'O fantástico na literatura' para amantes de obras fantásticas, maravilhosas e estranhas; 'Clube do Livro', que aprecia livros de autores locais; 'Seminário de Historiologia', 'Cordel na UBE', 'A arte de narrar' e todos os outros - e intensificar o programa de homenagens a personalidades e localidades, de modo a lançar mensagens sobre comportamentos que julgamos exemplares à sociedade. Com portfólio tão amplo de possibilidades, a UBE está apta a acolher novos autores não só com a orientação para o affair literário, mas, também, com ambiência apropriada para a apresentação da arte que o anima.

DCP – Qual o balanço que você faz para a literatura no cenário nacional?

AS - Sou um otimista por natureza e, confiante na capacidade criativa dos autores brasileiros, concentro a minha preocupação na democratização dos incentivos culturais ao setor. Nunca é demais lembrar que, das linguagens artísticas, a literatura é o 'primo pobre', merecendo atenção infinitamente menor do que, por exemplo, o cinema ou, mesmo, música. Além disso, reproduzindo aquilo que se observa em outros aspectos, em processo extremamente facilitado pelo atual mecanismo de incentivo cultural, há uma concentração excessiva dos estímulos culturais na região sudeste, beneficiando, basicamente, artistas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Nesta perspectiva, a mudança na Lei de Incentivo Cultural, substituindo o mecenato por um sistema de fundo cultural, é essencial para ampliar a participação de autores de outras regiões no panorama artístico literário do País. De qualquer forma, vemos, com orgulho, o progressivo reconhecimento mundial da literatura produzida no Pais, insinuando que é mais que chegada a hora de um autor brasileiro ser premiado com o Nobel de Literatura.

DCP – O que representa o Congresso Mundial de Engenheiros Escritores para Pernambuco?

AS - Ao realizar o Congresso Mundial de Engenheiros Escritores em Pernambuco, dando palco para a apresentação de escritores com a dimensão artística e literária dos engenheiros Ernesto Melo e Castro, Marc Meyers, Carlos Verjar, Evando Mirra, Fernando Sandronni e outros, a Associação Brasileira de Engenheiros Escritores (ABRAEE) coloca o Estado no foco das atenções do mundo da literatura. A escolha do local de realização do Congresso - o tricentenário Forte das Cinco Pontas, no bairro de São José, no Recife - obedeceu a rigoroso critério de modo a concentrar as atividades literárias do evento em construção marcante para a engenharia do século XVII, quando Pernambuco situava-se no centro das decisões econômicas mundiais. Agora, pelas mãos da literatura, o Estado volta ao centro das atenções do seguimento.

DCP – O escritor e o engenheiro, como estas duas forças formam a personalidade de Alexandre Santos?

AS - Estou convencido que, independentemente da formação profissional, dentro de cada pessoa, mora um artista. Nas horas de lazer, uns cantam, outros tocam algum instrumento musical, outros gostam de cozinhar, outros pintam, outros gostam de ler. Eu gosto de música e literatura. Infelizmente, não consigo cantar ou tocar qualquer instrumento. Em compensação, leio e escrevo. E leio e escrevo muito. Até algum tempo, eu pensava que um Alexandre, o engenheiro, manuseasse números e o outro Alexandre, o escritor, manuseasse letras. Hoje, se que ambos lidam com números e letras. O engenheiro procura impregnar a sua ação com a sensibilidade associada à arte literária e o escritor vem impregnando a sua obra com variações da estética observada na obra de Deus. Assim, sou, ao mesmo tempo, um engenheiro-escritor - um profissional técnico, que se deixa embalar pela arte - e um escritor-engenheiro - um artista da palavra, que usa a lógica para ordenar ideias e contamina a beleza com novos padrões, contribuindo para a definição de novos padrões estéticos.

DCP – Fale um pouco sobre a sua mais recente obra “O livro dos livros”?

AS - O poder é o tema central da minha obra literária. O romance 'O livro dos livros', que tem tudo para suscitar tanta polêmica quanto 'Maldição e fé', fala da construção de uma Igreja como instrumento de controle social e peça fundamental de um plano para completo domínio econômico, social e político da sociedade. É nesta ambiência que surge 'O livro dos livros' - uma coletânea de ensaios morais e de novelas, rigorosamente ajustada às esperanças das pessoas, capaz de, ao mesmo tempo, socorrê-las nos momentos de dificuldade, oferecendo-lhes segurança nos momentos de incerteza, esperança nos momentos de debilidade, conforto nos momentos de dor, perdão nos momentos de arrependimento, apontando-lhes a possibilidade de vida após a morte e, finalmente, talvez o mais importante, determinando um padrão ético e uma regra geral de comportamento (criando, assim, o modelo de controle social por ele desejado). É um livro que ainda vai dar muito que falar.


*Entrevista publicada em 09/04/2015




CONTO DO DOMINGO*

Os invisíveis (conto) de Fernando Farias


Fernando Farias/Foto: Divulgação


Um corpo de uma mulher nua apareceu enforcado. Pendurado por cordas no topo do maior edifício da cidade. Multidão curiosa agitada e engarrafamentos. Quando a policia o retirou viu que era um desses manequins de loja de roupas. Os responsáveis pelo atentado comemoram com chá de camomila.

Moravam ao lado da estação de tratamento sanitário. A casa pintada de um azul cemitério e iluminada por velas. Móveis de antiquário que faliu.  Acendiam velas para acalmar os gases que emanava de onde os esgotos se encontravam. As janelas fechadas quase que limitavam o cheiro de merda. 

A rala aposentadoria permitia a vida simplória e se protegiam das goteiras e dos olhares indiferentes que os tornavam translúcidos. Poucas vezes alguém lhes dava passagem ou um lugar para sentar. Tinham que se desviar nas calçadas ou seriam derrubados. Nem eram assaltados. Quando a moça da padaria falava com eles gritava com se fossem surdos.

No passeio de mãos dadas na praça, para um banho de sol, escutavam as mães dizer para as crianças, pare de chorar ou chamo aqueles velhos para te pegar.

Andavam como seres que perderam a hora da morte. Suas roupas anacrônicas como se fossem adquiridas numa feira de mortalhas usadas.

Só quando conseguiam um banco para sentar podiam conversar sem se cansar das caminhadas de passos curtos. A cada prédio, a cada loja, em torno da praça não relatavam o que viam. Era como estar em dois tempos. A padaria naquela época era uma vacaria onde as crianças tomavam leite tirado na hora dos peitos das vacas. Viam a galeria de lojas modernas e ao mesmo tempo o casarão dos tempos em que tudo ali era um engenho.  O conjunto de apartamentos agora cobria a imagem dos casebres da senzala.

Não, discordava ele, as árvores não são mais as mesmas, Aquelas antigas caíram por causa da rede elétrica.  Ela insistia em dizer que as palmeiras atrás do supermercado eram as mesmas imperiais. Para ele as árvores eram atávicas como aquelas pessoas que ali passavam, mesmo com suas roupas estranhas de cooper, podiam-se ver os mesmos rostos. Vejam estes negros, tiveram suas bisavós estupradas pelos mesmos herdeiros brancos. As gerações se esquecem.

Maristela se calava e voltava no tempo em que era jovem. Era uma bunda esclarecida que balançava ao sabor dos ventos que lhes faziam ondinhas na pele. Cabelos aloirados com cerveja e fixados com vaselina perfumada. Naqueles tempos não podia ver um homem, que Maristela ficava toda emocionada. Já teria comprimido milhares de pênis ao longo dos 89 anos. Os seios duros que ameaçavam furar os olhos dos que se aproximavam. Agora são destes que ameaçam saltar até os joelhos.

Dizem que os animais se parecem com os donos. No quintal da casa criava uma galinha e doze galos reprodutores...

Sentados, de mãos magras juntas, coração e pulmões habituados ao mesmo ritmo, emanando cheiro de perfume de alfazemas. Caducos mergulhados na memória.

Voltavam para casa. Um arrastando o outro. E antes de dormir trocavam ideias, faziam os planos para as ações do dia seguinte. E dormiam em suas redes nordestinas à luz das velas.

Godofredo roncava mais. Faltava uma semana para os 87 anos.  Gordo, baixinho, careca, pele avermelhada, pênis atrofiado por falta de uso. Ainda usava as gravatas vermelhas do tempo do partido.  Foi no festival se seresta que se conheceram. Aposentou-se como professor de teologia. Ela se fez antes de desinteressada e lhe deu atenção enquanto ele pagava as bebidas. Apresentou-se como advogada trabalhista enganando a ele e a vocês leitores. Desde que chegou do interior de Caruaru era prostituta. Mas agora isso não importava mais. Percebeu logo pelo analfabetismo e o vocabulário arrastado de poucas palavras. Tinha com quem dormir na rede e lhe fazer sopas todos os dias. Do passado não se faz perguntas.

Discutiram. Godofredo queria modernizar as dez pragas do Egito na cidade. Mas Maristela achava impossível fazer as águas dos rios ficarem vermelhas ou provocar um blecaute na cidade sem causar feridos e mortos. Brincar é uma coisa, matar gente é outra.

Naquela noite, não teve sopa. Comemoraram o falso enforcamento de uma boneca que agitou a cidade e o aniversário de Maristela com um bolo de laranja e suco de goiaba. Chá de camomila.

O dia amanheceu, acenderam novas velas sete dias, tomaram o resto da sopa, ouviam-se barulho a cada chupada na colher. Recapitularam o plano, não anotavam nada, e repetiam as informações sobre os locais da ação.  Ela conferiu que os trinta caranguejos, vermelhos como ele, estavam vivos e divididos em duas caixas.

Conheciam bem o terreno. Naquela hora da manhã as pessoas faziam filas. Como combinaram, subiram até o último andar em elevadores diferentes, deixaram as caixas, esperaram um pouco e desceram. Os porteiros atentos aos jornais e a jovem de vestido curto.

Ao chegar ao térreo os caranguejos assustados mal conseguiam correr entre as pernas Uma senhora estava desmaiada. Uns tentavam esmagar os crustáceos. Alguém gritava pela polícia. Quem estaria criando caranguejos num prédio de escritórios? Só podia ser um atentado comunista contra as empresas daquele edifício, dizia ao vivo um repórter de rádio.

Voltaram para casa à tarde após saber que a policia prendeu quatro pedreiros e vinte nove caranguejos. Um deles poderia estar numa bacia sanitária do banheiro masculino.

Nos dias seguintes voltavam para casa e ficavam escutando o rádio. Felizes como crianças brincando na lama em dias de chuva.

 Noticiava-se que a policia atribuía as ações a uma quadrilha de jovens sabotadores. Um deputado acusou o Exército de provocar atentados para criar clima para um golpe militar. O pastor falava do fim dos tempos. Um taxista acusou os mulçumanos. Os bandidos estavam soltos e este governo de merda não faz nada.

Seguiram-se o caso das abelhas no trem do metrô. Muitos feridos, mas nenhum morto. Sopa de feijão à noite. Fogos de artifício na porta da maternidade. Tomaram sopa de verduras. Pó de mico no shopping. Sopa de lentilhas. Sapos na merenda escolar. Sopa de tomates. Fuga de macacos de um circo. Caldo verde. Sinais de trânsito apagados. Sopa de cebolas. Bancos da catedral sujos de peixe e atacados por formigas na hora do casamento. Sopa de repolho. Sepulturas abertas e ossadas encontradas nas arquibancadas no dia do jogo. Sopa de abóbora. Centenas de galinhas atiradas no desfile de moda verão. Neste dia só podia ser canja.

Agora o plano era repetir os caranguejos num desfile de escolas de samba.

A polícia investigou até as imagens das câmeras de segurança que mostram a presença de um casal de velhinhos. Porém, eram apenas velhinhos.

Para a frustração dos jornalistas os atentados pararam. O último caso foi o fogo numa casa da periferia. Velas que provocaram um incêndio e matou apenas centenas de caranguejos.



*Publicado em 26/04/2015




POETA DO DOMINGO*

A poesia de Erickson Luna


Erickson Luna/Foto: Camilo Soares



Mariposa

Pra eu poder
e só
andar nas ruas
fez-se em volta uma cidade

Para se dar
mais colorido à noite
pôs-se acima um luminoso

E pra que eu
me sinta bem enfim
nesta cidade
há-se em mim um cidadão

Portanto livre
como o que é em noite
e que enche as ruas
perseguindo luzes
acordando
ainda que em sonhos
íntegro
ainda que meio-homem
plenamente meio
mariposa


Uma presença

Vez por outra uma presença
me confunde a solidão
menos espero
e muito mais me vejo só

Não ter do que ter saudade
me deprime e reanima
se me constrange
também não me tira a calma

Além da dor que me embriaga
a lucidez
resiste ao dia, a esta cidade
e a vocês

  
3 x não

Não creia em mim
Não há futuro
Não me deixo pra depois



*Erickson Luna poeta recifense, falecido em 2007, foi um dos importantes nomes do “Movimento de Escritores Independentes". Teve alguns poemas publicados na Coletânea poética I – marginal Recife (2002) e em fanzines. Em 2004 lançou o livro ‘Do moço e do bêbado’ (2004).



*Publicado em 12/04/2015



domingo, 19 de julho de 2015


DCP 04 ANOS (RETROSPECTIVA)








Olá gente amiga!


Estamos no mês de comemorações dos 4 anos do DCP, como forma de celebrarmos esta data, convidamos você a se emocionar com a entrevista da querida poetisa luso-brasileira Maria de Lourdes Hortas; na coluna “Conto do Domingo” você terá a oportunidade de reler o belo texto do saudoso Fernando Spencer (Lembrança de Augusta); na coluna “Poeta do Domingo” irá também se emocionar com a poesia de Déborah Brennand.

Desejamos uma boa leitura e uma semana de muitas realizações.



Os editores


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    ano IV


Editores: Frederico Spencer, Natanael Lima Jr e Thiago Lima