domingo, 20 de abril de 2014

5ª Edição do Prêmio TopBlog Brasil 2013/14

Img: Arquivo TopBlog Brasil




O Prêmio “TopBlog Brasil” é um sistema interativo de incentivo cultural criado em 2008 pela “Insere Comunicação Web Ltda”, destinado a reconhecer e premiar, mediante a votação popular (internautas) e acadêmica (Júri Acadêmico), os blogs brasileiros mais populares, que possuam a maior parte de seu conteúdo focado para o público brasileiro, com melhor apresentação técnica específica a cada grupo (pessoal e profissional) e suas respectivas categorias.

As inscrições da 5ª Edição do Prêmio TopBlog 2013/14 foram abertas em 07/08/2013 e encerradas em 18/01/2014. O tema desta 5ª Edição discute “a democracia digital”.

Trinta e sete categorias disputam o mais concorrido e cobiçado troféu da internet brasileira: o TopBlog Brasil. Entre as categorias estão: Artes, Autos, Arquitetura, Celebridades, Ciência, Cinema, Cultura, Comunicação, Corporativos, Design, E-commerce, Economia, Educação, Empreendedorismo, Esportes, Estilo & Comportamento, Gadgets & Games, Gastronomia, Humor, Inovação, Ilustrações, Literatura, Marketing, Metrópole, Meio Ambiente, Mobile, Moda, Mídia Digital, Música, Política, Saúde, Sustentabilidade, Teatro, Tecnologia, TV & Seriados, Variedades e Religião.

Ao cadastrar-se no Prêmio automaticamente o blog já está indexado ao portal de conteúdo e seus posts passam a ser divulgado no portal “TopBlog” e na rede social de blogs “RedeLogs”. Além do Prêmio, o TopBlog possui plataformas de indexação e publicação de conteúdo colaborativo com função de divulgar a blogosfera brasileira. Além de dispor de uma biblioteca com mais de 250 mil blogs indexados.

Para indexar e divulgar o conteúdo de seu blog no Portal entre em contato com o atendimento editorial: faleconosco@topblog.com.br

O blog pernambucano Domingo com Poesia mais uma vez é finalista do Prêmio TopBlog Brasil, na categoria literatura, escolhido nesta 5ª Edição, através de votação popular (internautas/pessoal), um dos três blogs mais populares e acessados do país (veja abaixo Boletim 09).

Em 2012/13 o DCP foi também finalista, escolhido através de Júri Acadêmico, ficando em 2º lugar, numa concorrência de mais de dezoito mil blogs inscritos, único representante do Norte e Nordeste brasileiro.


Os editores




Poemas da Semana

Poemas de Frederico Spencer, Flávia Suassuna, Carlos Maia, Alberto Lins Caldas e Teresinka Pereira


Poemeto desses dias*
Frederico Spencer

    Img: Reprodução

Fecho o dia
na sombra me despindo
estrutura de pele e sol
de cada dia
encho o bucho
de nós e girassóis
zumbindo nos ouvidos
a tessitura rígida dos músculos
e os nervos
impedindo o amanhecer
remontando o jogo:
gatos e ratos
pululam nos porões.

*Do inédito “Código de Barras”




A irmã
Flávia Suassuna

    A Debe, minha irmã, e as conseguintes
           metonímias. E a Jéssica e Isabelle.

    Img: Reprodução

Eu a tive
antes de a ver
e a terei
depois de morrer.

Vivemos nos mesmos lares –
primeiro, naquele inaugural,
sem paredes,
uma de cada vez;
depois noutro
com paredes, juntas.

Devagar, saímos,
como galhos
em direções exclusivas
que partilham,
entretanto,
a mesma raiz e sua seiva.
Não é só sangue:
há esforço entre nós,
cimento de lágrimas
e perdões.

Esse percurso visceral
criou o último lar:
um pacto incancelável
que subjuga a morte.



Uni-verso
Carlos Maia

    Img: Reprodução

E o verso
Se fez vida
E habitou entre nós,
Cheio de rimas ricas
e rimas pobres
Metonímias cansadas
Metáforas preocupantes...
Não usurpou ser igual ao poema
E esvaziou-se da crase
e do trema.
Interpretando-se a si mesmo
Cheio de graça e verdade,
Sabendo apenas uma coisa:
Somos todos um!



Alberto Lins Caldas

    Img: Reprodução

● não se sabe sancho como eram os olhos ●
● nem a boca nem as orelhas ou o nariz ●
● porq a cabeça desapareceu no tempo ●

● não se sabe se havia cabeça ou o vazio ●
● dessa cabeça foi o q incendiou o criador ●
● assim se envolvendo o ao redor como face ●

● não se sabe sancho como eram os dedos ●
● nem as unhas nem as mãos nem os braços ●
● porq os braços desapareceram no tempo ●

● assim o gesto a força das mãos o toque ●
● nada disso ficou pra se saber o arranjo ●
● apenas arredores agora tentam agarrar ●

● não se sabe sancho como eram os pes ●
● nem as unhas dos pes ou as veias dos pes ●
● porq as pernas desapareceram no tempo ●

● não se sabe se corriam se tavam imoveis ●
● se ralavam ou se se ofereciam a liberdade ●
● se eram pernas nobres ou pernas de pobres ●

● não se sabe sancho se era macho ou mulher ●
● se tava nu se havia mama ou so macheza ●
● porq não restou muito quase nada do torço ●

● se era mulher acostumada ao acre lar ●
● ou mulher acostumada a lida ou homem ●
● guerreiro idiota liberto ou bom senhor ●

● não se sabe sancho como era a estatua ●
● nem as linhas do marmore ou do bronze ●
● restou tão pouco q não se sabe a materia ●

● como não se sabe nem se pode saber ●
● de quem era ou se era viva bela libertina ●
● ou ligeira porq so ficou assim esse vago ●

● não se sabe sancho o q deveria dizer ●
● porq não restou nada dessa grande obra ●
● nem mesmo o silencio nem a boa hora ●

● não saberemos jamais se havia um pouco ●
● ou se foi exatamente isso o q nos fizeram ●
● e seguimos rindo e dançando como servos ●
*



A morte
Teresinka Pereira

    Img: Reprodução

Não falta nunca
a morte!

Desnuda os reis
e põe manto de estrelas
nos pobres.

Mas aos gênios
que criaram
mundos em nossa
imaginação literária

os faz renascer
em melhor dimensão
de eternidade.

Vamos enxugar as lágrimas
Gabriel García Márquez
acaba de renascer!

17-04-2014


Macondo está de luto

por Fernando Farias

  
Quem me contou foi o cigano Melquíades.
Gabriel García Márquez se foi depois de viver uma morte aos poucos anunciada pelo câncer em seus pulmões. Todas as gerações de Macondo em volta do corpo de Gabo.
Vejo que o coronel Aureliano Buendía está chorando ao lado de suas mulheres. Úrsula Iguarán com olhar distante já esperava pela partida, pois todos morrem antes dela. Pilar Ternera me disse que tudo já estava previsto nas cartas, dia 17 de abril.  Maria dos Prazeres que nada sabia sente um pouco de ciúmes. Nervosa, a Rebeca come bolos de terra seca num canto da sala.
Do quarto onde está a menina Remédios, a Bela, e o Mauricio, percebo saindo as borboletas amarelas. No outro quarto, mesmo sabendo da morte de Gabriel, a Erêndira continua atendendo a fila de homens sedentos, para poder pagar sua dívida com a avó desalmada. Dezessete ingleses envenenados com os 17 filhos de Aureliano em fila. Pobre da senhora Forbes, lagrimeja na varanda.
As crianças ainda brincam navegando luz como água. Alugo-me para sonhar com tantos personagens tristes. A louca do telefone, o presidente aposentado e a menina santa conversam baixinho.
Nena Daconte entra na sala e, com dedo sangrando, coloca uma rosa no peito do Gabriel.
Da cozinha o Arcádio grita “muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que o pai o levou a conhecer o gelo”.
O cigano Melquíades sorrindo fala ao meu ouvido. “grandes escritores quando morrem vão se encontrar com seus personagens”.
Mestre Gabriel, obrigado per ter criado tantos personagens que agora habitam dentro de minha mente e choram tua morte. Estão tão vivos que, eu creio, também, agora, sou um deles.

Eventos Literários

II Mostra Sesc de Literatura e Oralidades


O Laboratório de Autoria Literária Ascenso Ferreira, do Sesc Santa Rita apresenta, de 22 a 27 deste mês, a II Mostra de Literatura e Oralidade, com programação para os três turnos: manhã, tarde e noite. Este ano, novidades como a apresentação de peças teatrais e a promoção da acessibilidade para deficientes auditivos e visuais serão oferecidas durante a Mostra. As atividades acontecem no Laboratório Ascenso Ferreira, localizado no Sesc Santa Rita, no auditório da Livraria Cultura e no Hall do Paço Alfândega. Confira a programação completa aqui: http://www.sesc-pe.com.br/hotsites/2014/literatura-oralidades/



Saraiva lança prêmio literário e musical

Primeira edição tem o objetivo de reconhecer novos talentos


Em 2014 a Saraiva celebra seu centenário com a realização do 1ª Prêmio Saraiva, que tem o objetivo de reconhecer novos talentos da literatura e da música. Autores e artistas podem inscrever suas obras por meio do site www.premiosaraiva.com.br,  que traz também o regulamento completo. Será premiado o melhor livro em três categorias: literatura adulta [romance], literatura juvenil [crônica] e literatura infantil [poesia]. E também a obra musical. As inscrições podem ser realizadas até o dia 31 de maio. Os finalistas de cada uma das três categorias literárias terão seus livros publicados, além de receberem certificados de barras de ouro.

Fonte: PublishNews



Inscrições abertas para o 56º Prêmio Jabuti

Premiação apresenta nova categoria, Tradução de Obra de Ficção Inglês-Português


 A Câmara Brasileira do Livro (CBL) acaba de abrir as inscrições para a 56º edição do Prêmio Jabuti. Podem concorrer editores, autores, ilustradores, tradutores, designes e capistas brasileiros em 27 categorias, entre elas, a nova Tradução de Obra de Ficção Inglês-Português. As inscrições podem ser feitas até o dia 30 de junho pelo site www.premiojabuti.org.br.  Os premiados em cada uma das categorias receberá, além do troféu, a quantia de R$ 3,5 mil, já os vencedores dos Livros do Ano de Ficção e Não Ficção receberão, cada um, R$ 35 mil. A cerimônia de entrega acontece no dia 18 de novembro, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo.

Fonte: PublishNews

domingo, 13 de abril de 2014

Abril de Poesia

Foto: Alberto e Bandeira


 

O Domingo com poesia homenageia nesta edição dois grandes poetas pernambucanos, Alberto da Cunha Melo e Manuel Bandeira que tem a data de seus nascimentos neste mês de abril, dias 08 e 19 respectivamente.

Alberto da Cunha Melo nasceu em Jaboatão dos Guararapes, foi sociólogo e jornalista, neto e filho de poetas, estreou na poesia com o livro Círculo Cósmico em 1966. Fez parte do grupo de Jaboatão que mais tarde constituiu a Geração 65 de escritores pernambucanos.  Como sociólogo trabalhou na Fundação Joaquim Nabuco. Foi editor do Commercio Cultural do Jornal do Commercio (PE) e da Revista Pasárgada, além de colaborar nas colunas do Jornal da Tarde (SP) e também com a Revista Continente Multicultural.

Dentre os fatos que marcaram a sua intensa atividade cultural, destacam-se a sua atuação nas Edições Piratas (1979 a 1984), movimento editorial alternativo, criado por poetas pernambucanos que publicou mais de 300 títulos de autores novos e consagrados. Foi também o maior incentivador do Movimento de Escritores Pernambucanos. Foi criador e organizador do Prêmio Anual de Poesia Carlos Pena Filho (1982 e 1983).

Manuel Bandeira nasceu na cidade do Recife, foi poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor. Iniciou na literatura, publicando o livro A Cinza das Horas, em 1917, numa edição de 200 exemplares, custeada por ele mesmo. Dois anos depois, publica seu segundo livro, Carnaval.

Em 1904 terminou o curso de Humanidades e foi para São Paulo, onde iniciou o curso de arquitetura na Escola Politécnica de São Paulo, o qual foi interrompido por motivo de uma tuberculose. Indo tratar-se no Sanatório de Clavadel na Suiça, conheceu o poeta Paulo Eluard que o influenciou.

Manuel Bandeira fez parte da geração de 22 da literatura moderna brasileira, onde seu poema Os Sapos, transformou-se num dos ícones da Semana de Arte Moderna ocorrida na cidade de São Paulo.  A Semana de Arte Moderna representou uma verdadeira renovação de linguagem, na busca da experimentação, da liberdade criadora através da ruptura com o passado.

Juntamente com os escritores João Cabral de Melo Neto, Paulo Freire, Gilberto Freyre, Carlos Pena Filho, Osman Lins, dentre outros, representam o melhor da produção literária pernambucana.

Os editores


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