domingo, 5 de julho de 2015


POETA DO DOMINGO

A poesia de Fred Caju*


Fred Caju/Foto: Divulgação




PASSATEMPO

fiz do meu corpo
passarela
para tua língua

dei às tuas mãos
passaporte
para tuas cobiças

tive eternidade
passageira
nas tuas carícias



ENQUANTO MAIS UM DIA ESCAPA

Nada valem as persianas
na janela do teu quarto,
nem se eclipse houvesse,
seriam fúnebres teus olhos.

Em vão, clamas silêncio
dos mensageiros dos ventos,
mesmo sabendo que a brisa
afligirá teus cabelos.

É inútil filtro de sonhos
enquanto não perceberes
que a ordem primordial
é a perturbação da norma.

Invés de paz, trago vigas
contra o peso da existência. 



É MEU ESTE SANGUE

é meu este sangue
seco na camisa
sim, eu me meti
numa nova briga

não fiquei calado
e o preço está pago

sim, eu mordi a isca
e por isso dói
& meu sangue pinga

por não me calar
na hora de lutar



*Fred Caju é poeta e editor de vários blogs literários, entre eles: Cronisias, Sábados de Caju, Mosquitos, Castanha Mecânica



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