sábado, 11 de novembro de 2000


SOSÍGENES COSTA

(Belmonte/BA, 11/11/1901 - Rio de Janeiro/RJ, 05/11/1968)


Poeta. Participou da “Academia dos Rebeldes”, grupo literário modernista, liderado pelo jornalista e escritor baiano Pinheiro Viégas (1865/1937) composta por Alves Ribeiro, Clovis Amorim, Dias da Costa, Da Costa Andrade, Jorge Amado dentre outros que tinham o desejo de mudar a literatura baiana juntamente com os grupos de Samba e Arco & Flexa. Seus poemas foram divulgados em jornais e revistas, a partir de 1922. A Biblioteca Municipal de Belmonte, instalada no Instituto de Cacau da Bahia, o homenageia. Foi vencedor da segunda edição do Prêmio Jabuti de Literatura, em 1960, categoria poesia, com o livro “Obra Poética”. Era considerado um excelente sonetista, seus poemas tem conteúdo bíblicos e folclóricos. Publicou em vida apenas um livro “Obra poética” (1959).



O pavão vermelho*

Ora, a alegria, este pavão vermelho,
está morando em meu quintal agora.
Vem pousar como um sol em meu joelho
quando é estridente em meu quintal a aurora.

Clarim de lacre, este pavão vermelho
sobrepuja os pavões que estão lá fora.
É uma festa de púrpura. E o assemelho
a uma chama do lábaro da aurora.

É o próprio doge a se mirar no espelho.
E a cor vermelha chega a ser sonora
neste pavão pomposo e de chavelho.

Pavões lilases possuí outrora.
Depois que amei este pavão vermelho,
os meus outros pavões foram-se embora.

(1937-1959)

*In Poesia completa (2001)



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Editores: Frederico Spencer, Natanael Lima Jr e Thiago Lima