quarta-feira, 2 de agosto de 2000


FÉLIX PACHECO

(Terezina/PI, 02/08/1879 - Rio de Janeiro /RJ, 06/12/1935)


Poeta, jornalista, político e tradutor. Considerado como um dos jornalistas mais importantes do seu tempo.  Foi ministro das Relações Exteriores no governo de Arthur Bernardes (1922/1926).  Foi também senador da república. Na literatura foi um poeta de estilo que oscilou entre o Parnasianismo e o Simbolismo. Foi eleito pela Academia Brasileira de Letras em 1913, ocupando a Cadeira nº 16, cujo patrono é o poeta Gregório de Matos. Foi também membro da Academia Piauiense de Letras. Foi tradutor das obras de Baudelaire, tornando-se um dos seus principais divulgadores no Brasil. Publicou mais de 200 obras, além de produções publicitárias e vários discursos.
Principais Obras: Chicotadas, Poesias revolucionárias (1897); Via crucis (1900); Luar de amor (1906); Poesias (1914); Ignizita (1915); Martha (1917); Tu, so tu (1917); No limiar do outono (1918); O Pendão da taba verde (1919); Lirios brancos (1919); Estos e pausas (1920); Em louvor de Paulo Barreto (1921); A “canaã” DE Graça Aranha (1931); Poesias (1932); Aliança de prata (1933); Descendo a montanha (1935).
  
A triste dádiva

Não te prometo os céus, a terra toda,
Nem luxo, ou fidalguias, e realezas.
Não comerás comigo em régias mesas,
E nem damas de honor terás em roda.

Há de ser muito obscura a nossa boda.
Nossas almas assim serão mais presas.
Outras que vivam, na vaidade acesas.
E cativas do efêmero da moda.

Não te darei sequer um pobre sonho,
Que o sonho é sempre, embora apaixonado,
Mera expressão de um bem que dura pouco

Dou- te somente um coração tristonho,
As flores do jardim de um torturado,
E o profundo saber da alma de um louco.



0 comentários:

Postar um comentário

  • a literatura em sua rede

    ano IV


Editores: Frederico Spencer, Natanael Lima Jr e Thiago Lima