domingo, 13 de agosto de 2000


GONÇALVES MAGALHÃES

(Rio de Janeiro/RJ, 13/08/1811 - Roma /Itália, 10/07/1882)


Poeta, médico, professor, diplomata, político e ensaísta. Participou de missões diplomáticas na França, Itália, Vaticano, Argentina, Uruguai e Paraguai. Foi introdutor do Romantismo no Brasil. Embora voltado para a poesia de conteúdo religioso, como fica claro em “Suspiros poéticos e saudades”, também produziu poesia indianista de caráter nacionalista, como no poema épico “A Confederação dos Tamoios”. Obra que despertou grande polêmica entre os críticos de sua época, liderados por José de Alencar, que questionavam que esta não representava os ideais do Romantismo. Dedicou-se também ao gênero dramático escrevendo algumas peças como “Antonio José” e “O Poeta e a Inquisição”, ambos em 1838.
Principais Obras: Suspiros poéticos e saudades (1837); Confederação dos Tamoios (1857); Os mistérios (1858); Ucrânia (1862); Cânticos fúnebres (1864).


A flor suspiros

Eu amo as flores
Que mudamente
Paixões explicam
Que o peito sente.
Amo a saudade,
O amor-perfeito;
Mas o suspiro
Trago no peito.
A forma esbelta
Termina em ponta,
Como lança
Que ao céu remonta.
Assim, minha alma,
Suspiros geras,
Que ferir podem
As mesmas feras.
É sempre triste,
Ensanguentado,
Quer seco morra,
Quer brilhe em prado.
Tais meus suspiros...
Mas não prossigas,
Ninguém se move,
Por mais que digas.



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