quarta-feira, 22 de março de 2000


DANTAS MOTA

(Aiuruoca/MG, 22/03/1913 – Rio de Janeiro/RJ, 02/02/1974)

 
Poeta e advogado. Inicialmente alinha-se com o Modernismo, através de uma poética de cunho regionalista. Depois produz uma poesia pessimista. Sua produção é reconhecida como de forte preocupação com o social e de possuir uma visão profética. Ao longo de sua vida, estabeleceu fraterna relação com Carlos Drummond de Andrade através de cartas e encontros esporádicos.
Principais obras: Surupango: Ritmos caboclos (1932); Planície dos Mortos (1945); Elegias do País das Gerais (1946); Anjo de capote (1953); Epístola de São Francisco (1955).
  

Canção do exílio

Alma,
Pássaro solitário,
Como é difícil abranger-te!
Nem sei como defender-te,
Incomensurável que és.
Num só crepúsculo,
Passeias todas as paisagens,
Visitas todas as terras,
E te recolhes triste
À morada que te serve
De cárcere...



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Editores: Frederico Spencer, Natanael Lima Jr e Thiago Lima