domingo, 12 de maio de 2013


Diga ai! Diga lá!





“A arte é muitas coisas. Uma das coisas que a arte é, parece, é uma transformação simbólica do mundo. Quer dizer: o artista cria um outro mundo – mais bonito ou mais intenso ou mais significativo ou mais ordenado – por cima da realidade imediata. Isso faz Picasso, isso Rousseau. Isso faz Volpi, isso faz José Antônio da Silva. Naturalmente, esse outro mundo que o artista cria ou inventa nasce de sua cultura, de sua experiência de vida, das ideias que ele tem na cabeça, enfim de sua visão de mundo...” (Ferreira Gullar – poeta)


"– A vida, senhor Visconde, é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem pára de piscar chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os olhos – viver é isso. É um dorme e acorda, dorme e acorda, até que dorme e não acorda mais [...] A vida das gentes neste mundo, senhor Sabugo, é isso. Um rosário de piscados. Cada pisco é um dia. Pisca e mama, pisca e brinca, pisca e estuda, pisca e ama, pisca e cria filhos, pisca e geme os reumatismos, e por fim pisca pela última vez e morre. – E depois que morre?, perguntou o Visconde. – Depois que morre, vira hipótese. É ou não é?" (Monteiro Lobato – escritor)



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    ano IV


Editores: Frederico Spencer, Natanael Lima Jr e Thiago Lima