quarta-feira, 22 de março de 2000


GUIMARÃES PASSOS

(Maceió/AL, 22/03/1867 – Paris, 09/09/1909)


Poeta, advogado e professor.  Participou da instalação da Academia Brasileira de Letras, onde criou a Cadeira nº 26, que tem como patrono Laurindo Rabelo. Aos 19 anos fixou residência no Rio de Janeiro, onde começou a colaborar com os jornais: Gazeta da Tarde, Gazeta de Notícias e A Semana, fazendo parte de um grupo seleto de intelectuais como: Paula Ney, Olavo Bilac, Coelho Neto, José do Patrocínio, Luís Murat e Artur Azevedo. Em suas colunas publicava crônicas e versos. Foi um poeta parnasiano lírico com tendências pessimistas. Era considerado como um poeta de inspiração ligeira e superficial, natural e espontânea, despretensiosa, no sentido popular da palavra.
Principais Obras: Versos de um simples (1891); Hipnotismo (1900); Horas mortas (1901); Tratado de versificação (Em parceria com Olavo Bilac) (1905).
  

Sempre

Se eu não te disse nunca que te amava,
Perdoa-me, mulher, sou innocente:
Eu vivia de amar-te unicamente,
Unicamente em teu amor pensava.

Se os meus labios calavam-se, falava
O meu olhar apaixonadamente,
Porque, se o labio occulta o que a alma sente,
Conta o olhar o que o labio não contava.

Meu rosto triste, meu scismar constante,
Meu gesto, meu sorrir, tudo exhalava,
Tudo exprimia um coração amante.

Em tudo o meu amor se denunciava,
Via-me em toda a parte e o todo o instante,
Se estavas longe, se comigo estava.



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Editores: Frederico Spencer, Natanael Lima Jr e Thiago Lima