terça-feira, 14 de março de 2000


CASTRO ALVES

(Curralinho/BA, 14/03/1847 – Salvador/BA, 06/07/1871)

 
Último grande poeta da terceira Geração Romântica do Brasil. Expressou em suas poesias forte sentimento abolicionista, denunciando a crueldade da escravidão, e clamor pela liberdade, dando ao Romantismo um sentido social e revolucionário que o aproxima do Realismo. Além de ser conhecido como o poeta dos escravos, foi também conhecido como o poeta do amor. É patrono da Cadeira nº 07 da Academia Brasileira de Letras.
Principais obras: Espumas flutuantes (1870); Os escravos (1873); O navio negreiro (1875); A cachoeira de Paulo Afonso (1876).


Amar e ser amado

Amar e ser amado! Com que anelo
Com quanto ardor este adorado sonho
Acalentei em meu delírio ardente
Por essas doces noites de desvelo!
Ser amado por ti, o teu alento
A bafejar-me a abrasadora frente!
Em teus olhos mirar meu pensamento,
Sentir em mim tu’alma, ter só vida
P’ra tão puro e celeste sentimento:
Ver nossas vidas quais dois mansos rios,
Juntos, juntos perderem-se no oceano —,
Beijar teus dedos em delírio insano
Nossas almas unidas, nosso alento,
Confundido também, amante — amado —
Como um anjo feliz... que pensamento!?



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Editores: Frederico Spencer, Natanael Lima Jr e Thiago Lima