domingo, 1 de dezembro de 2013


Décio Pignatari, o Poeta do Concreto


Fundador do movimento estético concretista.
A poesia concreta prima pela valorização da forma e da comunicação visual.



O Domingo com Poesia faz uma homenagem ao poeta Décio Pignatari por ocasião do primeiro ano de seu falecimento. Publicitário, ator, ensaísta, professor e tradutor. Nascido em Jundiaí (SP) foi fundador junto com Augusto e Haroldo de Campos do movimento estético Concretista, resultado de suas experiências com a linguagem poética, que realizava desde os anos 50.

O concretismo começa a despontar no Brasil com a publicação da revista Noigandres, editada pelos três poetas. O movimento foi apresentado ao país através da Exposição Nacional de Arte Concreta, em 1956, no Museu de Arte Moderna de São Paulo.

A poesia concreta prima pela valorização da forma e da comunicação visual, sem muita preocupação com o conteúdo. O poema concreto é conhecido também como poema-objeto por causa dos recursos estilísticos utilizados: o uso de figuras geométricas, substituindo em muitas vezes o verso, desta forma é carregado de forte carga semântica, primando pelo conteúdo visual e explorando com maior força a sonoridade das palavras.

O concretismo objetivava uma arte pautada pela racionalidade, onde são expurgados o subjetivismo e a expressão dos sentimentos. Uma arte advinda do pós-modernismo, que denunciava a massificação da cultura, filha do processo de industrialização e do modo de vida urbano.

“Poesia é a arte do anticonsumo”
(Décio Pignatari)

beba    coca    cola
babe              cola
beba    coca
babe    cola    caco
caco
cola
             c l o a c a


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