sábado, 6 de agosto de 2011


Oswald de Andrade, o mais rebelde e inovador de todos os modernistas





Senhor
Que eu não fique nunca
Como esse velho inglês
Aí do lado
Que dorme numa cadeira
À espera de visitas que não vêm

(Primeiro caderno do aluno de poesia)



José Oswald de Souza Andrade nasceu em São Paulo, em 11 de janeiro de 1890. Foi poeta, escritor, ensaísta e dramaturgo. Filho único de José Oswald Nogueira de Andrade e de Inês Henriqueta de Souza Andrade. Estudou na tradicional Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, mas logo enveredou pelo jornalismo e pela boemia literária paulistana.

Foi um dos principais promotores da Semana de Arte Moderna que ocorreu em 1922, em São Paulo, tornando-se um dos grandes nomes do modernismo literário brasileiro. Foi considerado pela crítica como o personagem mais rebelde do grupo, sendo o mais inovador entre eles.

Oswald foi um dos mais importantes introdutores do Modernismo no Brasil, autor dos dois mais célebres manifestos modernistas, o Manifesto da Poesia Pau-Brasil (1924) e o Manifesto Antropófago (1928), bem como do primeiro livro de poemas do modernismo brasileiro afastado de toda carga de eloquência romântica, Pau-Brasil.

A poesia de Oswald é precursora de um movimento que vai marcar a cultura brasileira na década de 60: o Concretismo. Suas idéias, recuperadas também na década de 60, reaparecem com roupagem nova no Tropicalismo.

Suas principais obras:

Poesia: Pau-Brasil (1925); Primeiro caderno do aluno de poesia Oswald de Andrade (1927); Cântico dos cânticos para flauta e violão (1945); O escaravelho de ouro (1945); O cavalo azul (1947); Manhã (1947).

Romance: Os condenados (trilogia - 1922/1934); Memórias sentimentais de João Miramar (1924); Serafim Ponte Grande (1933); Marco Zero - a revolução melancólica (1943).

Teatro: A recusa (1913); O homem e o cavalo (1934); A morta e O rei da vela (1937).

Na fase final da vida, Oswald publica os dois volumes de Marco Zero (1943), além do livro de memórias Um homem sem profissão, publicado às vésperas de sua morte, em São Paulo, no dia 22 de outubro de 1954.



(fonte pesquisa: livreto publicado pela Editora Globo – 2011)


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