quinta-feira, 21 de dezembro de 2000


DEOLINDO TAVARES

(Recife/PE, 21/12/1918 – Rio de Janeiro/RJ, 06/05/1942)


Poeta, jornalista, músico e desenhista. Sua obra poética foi publicada postumamente na antologia “Autores e Livros” em 1945 e em uma edição crítica de Fausto Cunha em 1955, com o título “Poesias de Deolindo Tavares”. Foi redator do Diario de Pernambuco e estudou na Faculdade de Direito do Recife.
  
Via – Lactea

Abre tua janela que por ela entrará a Via - Láctea.
E se não tiveres uma janela para te debruçares,
Adormece que verás como ela se transformará
Em flores e em pássaros no teu sonho.
Para mim ela é um número incontável de olhos
Que me despem.
Para mim ela é como punhal envenenado
Ou espada de fogo que me trespassa.
Eu não vê-la-ei jamais,
Pois meus olhos já estão cegos para a visão,
Porque meus olhos são duas tristes paisagens
Na moldura ridícula de meu rosto.



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Editores: Frederico Spencer, Natanael Lima Jr e Thiago Lima