quarta-feira, 25 de outubro de 2000


HUMBERTO DE CAMPOS

(Miritiba/MA, 25/10/1886 - Rio de Janeiro/RJ, 05/12/1934)


Poeta, jornalista, escritor e político. Iniciou sua carreira literária aos 17 anos escrevendo para os jornais: Folha do Norte e N’A Província do Pará. Em 1910 publica seu primeiro livro de poesias, intitulado “Poeira”. Em 1912 fixa residência no Rio de Janeiro onde passa a se envolver com o movimento literário da época, conhecendo vários escritores como Coelho Neto, Emílio Menezes e Olavo Bilac. Torna-se conhecido nacionalmente por suas crônicas publicadas em diversos jornais do Rio de Janeiro, São Paulo e de outras capitais brasileiras, onde assinava sua coluna sob o pseudônimo de Conselheiro XX. Em 1919 ingressa na Academia Brasileira de Letras, sucedendo Emílio de Menezes na Cadeira nº 20, cujo patrono é Joaquim Manuel de Macedo. Um ano depois ingressa na política, elegendo-se deputado federal pelo Maranhão. Poeta neoparnasiano, autodidata e grande leitor, torna-se um erudito. Fez parte do grupo da fase de transição anterior a 1922. Fez também crítica literária de natureza impressionista.
Principais Obras: Poeira (1910); A serpente de bronze (1921 – contos); Grãos de mostarda (1926); Poesias completas (1933).
   

Dor

Há de ser uma estrada de amarguras
a tua vida. E andá-la-ás sozinho,
vendo sempre fugir o que procuras
disse-me um dia um pálido advinho.

No entanto, sempre hás de cantar venturas
que jamais encontraste... O teu caminho,
dirás que é cheio de alegrias puras,
de horas boas, de beijos, de carinho..."

E assim tem sido... Escondo os meus lamentos:
É meu destino suportar sorrindo
as desventuras e os padecimentos.

E no mundo hei de andar, neste desgosto,
a mentir ao meu íntimo, cobrindo
os sinais destas lágrimas no rosto!



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