sexta-feira, 20 de outubro de 2000


DEMÓSTENES DE OLINDA

(Vitória de Santo Antão/PE, 20/10/1873 – Queluz/MG, 15/08/1900)

 
Poeta e bacharel em direito, formou-se na Faculdade de Direito do Recife, tornou-se Juiz de Direito no Estado de Minas Gerais. Dedicou-se à poesia muito jovem. Em 1894 estreou na poesia com Ortivos, obra prefaciada por Clóvis Beviláqua e dedicada a Teotônio Freire. É patrono da Cadeira nº 20 da Academia Pernambucana de Letras.



A uma desenhista

Olha: vou descrever-te uma paisagem...
Toma o pincel: desenha, agora um ninho
Onde alvíssimo pássaro, sozinho,
Guarda zeloso a sede da plumagem.

Um verde campo, flores na roupagem,
Trêmulo, um fio d'água no caminho,
Onde um luar da maciez do arminho
Vá se esbatendo. Lucido, na margem.

Uma casinha branca; ao lado, ao lado
Um pequeno arvoredo onde, ao sol posto,
Tímido, canta um rouxinol pousado.

Medita n'este rápido composto...
Toma o pincel: desenha com cuidado
O que n'este soneto deixo exposto.



0 comentários:

Postar um comentário

  • a literatura em sua rede

    ano IV


Editores: Frederico Spencer, Natanael Lima Jr e Thiago Lima