sexta-feira, 4 de agosto de 2000


XAVIER DE CARVALHO

(São Luís/MA, 26/08/1871 - Rio de Janeiro/RJ, 17/05/1944)


Poeta, magistrado e professor de literatura do Liceu Maranhense. Foi colaborador assíduo dos principais jornais de sua época, deixando escritos dispersos no Pará, Amazonas e no Maranhão. Integrou juntamente com vários intelectuais maranhenses a “Oficina dos Novos”, movimento de renovação literária no inicio do século XX. Produzia soneto de grande domínio técnico, foi um poeta leve, impregnado pelo verso simbolista, mas com traços parnasianos em muitas de suas produções, tais características o levaram a ser considerado equivocadamente como um romântico tardio, contudo ele foi um poeta integrado à corrente literária do seu tempo, marcada pela difícil convivência entre o Parnasianismo e o Simbolismo.
Principais Obras: Frutos selvagens (1893); Parábolas e parabolas (1919).
  

Alma

As ideias, transforma-as em gaivotas!
E vai da Glória aos píncaros da serra
E mostra ao riso alvar desses idiotas
Teus versos como flâmulas de guerra!

Como um Titã que nos espaços erra,
Faze um roteiro azul de Estranhas Rotas,
Alma! e fulmina os imbecis da terra
Entre raios de Másculas Derrotas!

Rasga nuvens esplêndidas de Frases
Ora em poesias longas e mordazes,
Ora, nos versos de uma simples quadra!

E, em complemento após da Glória Tua
Ficarás lá por cima como a Lua
E eles embaixo como o cão que ladra!



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Editores: Frederico Spencer, Natanael Lima Jr e Thiago Lima