sexta-feira, 16 de junho de 2000


INÁCIO RAPOSO

(Alcântara/MA, 16/06/1875 – 1944)


Poeta, jornalista , desenhista e político. Formou-se em arquitetura pela antiga Academia de Belas-Artes. Foi jornalista na cidade do Rio de Janeiro, fez parte da redação do Jornal do Brasil. Foi também professor de Filosofia do Direito e de Metafísica, na Faculdade do Rio de Janeiro. Como Deputado destacou-se pela luta em defesa dos trabalhadores. Escreveu quase em todos os gêneros literários, seus poemas abordavam temas sobre mistérios, tragédias e comédias.
Principais Obras: Protofonsos (1901); Cânticos (1910).
  

Tântalos

Não poderei ter de certo os olhos sempre enxutos
Quem sofre qual, no Erebo, o Tântalo maldito:
Sedento - vê debalde um córrego infinito;
Faminto - vê debalde os floridos produtos!...

Ante um castigo tal, que apiedava os brutos
Leve talvez pareça um bárbaro delito!...
Foge sempre a torrente ao mísero precito
E, se tenta comer, escapam-se-lhe os frutos!

Há Tântalos também na vida transitória:
Querem estes a lympha e os pomos do talento,
E morrem no hospital para viver na história.

Desditosos que são... no malogrado intento!...
Longe de haverem ganho os loiros da vitória,
Encontram no sepulcro o eterno esquecimento!



Um comentário:

  • a literatura em sua rede

    ano IV


Editores: Frederico Spencer, Natanael Lima Jr e Thiago Lima