domingo, 7 de maio de 2000


ORESTES BARBOSA

(Rio de Janeiro/RJ, 07/05/1893 - Rio de Janeiro/RJ, 15/08/1966)


 Poeta, cronista e jornalista. Iniciou sua carreira como revisor no jornal O Mundo, depois se transferiu para o jornal Diário de Notícias como jornalista. Escreveu a matéria “Dilermando de Assis o homem que matou Euclides da Cunha” a qual teve repercussão na época. Foi preso em 1921 por duas vezes devido a processos de injúria e ficou conhecido como o “Cronista dos Encarcerados”. Foi parceiro de Noel Rosa, Custódio Mesquita, J. Tomás, Francisco Alves e Sílvio Caldas. Escreveu Manoel Bandeira sobre sua obra “Chão de Estrelas”: “Se se fizesse aqui um concurso, como fizeram na França, para apurar qual o verso mais bonito de nossa língua, talvez eu votasse naquele de Orestes em que ele diz: Tu pisavas os astros distraídas....” (Jornal do Brasil, 18 de janeiro de 1956.)
Principais Obras: Penunbra sagrada (1917); Água-marinha (1921); Na prisão (1922); Ban-ban-ban (1923); O pato preto (1927); Chão de estrelas (1965).
   

Adeus

Adeus, palavra pequena 
Tão grande na tradução
Adeus que eu disse com pena 
Sangrando o meu coração

Eu disse adeus disfarçando
Calando a sinceridade
Com os olhos lacrimejando
Pensando já na saudade

Adeus, recordo chorando
Na mágoa dos dias meus
As tuas mãos se agitando
De longe dizendo adeus

Adeus, gaivotas voando 
De tarde junto do cais
Um lenço branco acenando 
Um sonho que não vem mais




0 comentários:

Postar um comentário

  • a literatura em sua rede

    ano IV


Editores: Frederico Spencer, Natanael Lima Jr e Thiago Lima