quinta-feira, 18 de maio de 2000


ÉRICO CURADO

(Pirenópolis/GO, 18/05/1880 – Goiânia/GO, 11/01/1961)


Poeta, escritor, jornalista, promotor e advogado, considerado o pioneiro da escola simbolista no Estado de Goiás, nomeado no ano de 1910 como promotor público da cidade de Goiás, quando passa a se relacionar com intelectuais da cidade e a escrever para jornais locais. Publica em 1913 seu primeiro livro de poemas “Iluminuras”. Sua produção apresentava fortes tendências ao que então se denominava como “nefelibatismo”, modo de produção literária que dá mais atenção ao conteúdo que à forma. Em 1957 tomou posse na Academia Goiana de Letras na Cadeira nº 11, cujo patrono é Rodolfo da Silva Marques, ocupada anteriormente por Léo Lynce, considerado o “Príncipe dos Poetas de Goiás”. Neste mesmo ano publica o seu segundo livro Poesias que recebeu o prêmio da bolsa de publicações Hugo de Carvalho Ramos, da UBE-GO.
Principais obras: Iluminuras (1913); Poesias (1957).


À tarde, nuvens de rosas

À tarde, nuvens de rosas
Franjam de sangue o horizonte,
Um monte além outro monte,
Entre sombras misteriosas.

As águas cantam ruidosas,
Luzindo à sombra da ponte.
São frescas águas da fonte,
Que vão cantando saudosas...

Em bandos passam morcegos,
As rãs coaxam nos regos
Geme o vento em disparada...

E entre as estrelas, no poente,
O arco-de-ouro do Crescente

É uma foice ensangüentada! 



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Editores: Frederico Spencer, Natanael Lima Jr e Thiago Lima