sexta-feira, 21 de abril de 2000


SÍLVIO ROMERO

(Lagarto/SE, 21/04/1851 - Rio de Janeiro/RJ, 18/06/1914)


Poeta, crítico literário, ensaísta, jornalista, historiador, advogado e professor. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, tendo ocupado a Cadeira nº 17. Cursou a Faculdade de Direito do Recife entre 1868 e 1873, tendo se diplomado em 1873, foi contemporâneo de Tobias Barreto. Nos anos de 1870 colaborou como crítico literário em vários periódicos pernambucanos e cariocas. Em 1878 publicou seus dois primeiros livros, “A Filosofia no Brasil” e “Cantos do Fim do Século” (Poesia). Foi um dos primeiros pensadores a se interessar por Antônio Conselheiro, o qual entendia que era um missionário vulgar. Seu amigo Euclides da Cunha foi responsável pelo esclarecimento da vida do missionário, contrapondo-se ao pensamento de muitos intelectuais da época. Na Cidade de Juiz de Fora (MG) entre 1911 e 1912, participou ativamente da vida intelectual da cidade, publicando poemas e artigos nos jornais locais, prefaciando livros e atuando como professor do ensino superior e proferindo debates. Poeta da terceira geração do Romantismo, influenciado pela obra do escritor francês Victor Hugo.

Principais Obras: Últimos harpejos (1873); Cantos do fim do século (1878).
  

A viola

Quanto eu te amava, oh ! rustico instrumento
Tu que as maguas, as dores allivias
Da sertaneja em mansas melodIas,
Inda hoje me vens ao pensamento !...

Puro e boro. despertava o sentimento,
A alma dourando, como doura os dIas
O sol — nosso conviva... e tu vertias
Teus gemidos subtis todos ao vento...

Companheira querida das matutas,
Confidente fiel de seus desejos,
De seus sonhos de amor, serenas lucias,

Como és boa da roca nos festejos,
Quando as morenas languidas, astutas,
Afinara pela prima o som dos beijos !...



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