domingo, 30 de abril de 2000


MACIEL MONTEIRO

(Recife/PE, 30/04/1804 – Lisboa, 05/01/1868)


Poeta, político, orador, jornalista e diplomata. Formado em Letras, Ciências e Medicina, estudou em Paris.  Recebeu o título de 2º Barão de Itamaracá. Foi diretor do curso de Direito de Olinda em 1839. Como poeta, consagrou-se sem publicar livro. Algumas de suas poesias se destacaram, sobretudo, os sonetos “Formosa” e “Qual Pincel em Tela Fina”. Foi patrono da Cadeira nº 27 da Academia Brasileira de Letras. Foi também Ministro das Relações Exteriores do Brasil (1837/1839). Foi considerado como um poeta de transição para o Romantismo. Em vida não publicou nenhum livro, seus poemas eram entregues aos amigos mais íntimos.


Formosa*

Formosa, qual pincel em tela fina
debuxar jamais pôde ou nunca ousara;
formosa, qual jamais desabrochara
na primavera rosa purpurina;

formosa, qual se a própria mão divina
lhe alinhara o contorno e a firma rara;
formosa, qual jamais no céu brilhara
astro gentil, estrela peregrina;

formosa, qual se a natureza e a arte,
dando as mãos em seus dons, em seus lavores
jamais soube imitar no todo ou parte;

mulher celeste, oh! anjo de primores!
Quem pode ver-te, sem querer amar-te?
Quem pode amar-te, sem morrer de amores?! 

*Poesias, 1905



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