FARIA NEVES SOBRINHO
(Recife/PE,
02/04/1872 – Rio de Janeiro/RJ, 04/01/1927)
Poeta,
jornalista, professor, contista, romancista e político. Bacharelou-se na
Faculdade de Direito do Recife. Foi fundador da Academia Pernambucana de Letras
(1901) e imortal da Academia Brasileira de Letras. Poeta parnasiano, conhecido
como “Lulu Sena”, que se transformou num ícone da poesia satírica do estado.
Publicou um único romance “Morbus” (1898) de estética naturalista, muito elogiado
pela crítica da época.
Principais
Obras: Quimeras
(1890); Estrophes (1911); Pôr do So l(1920); Sol Posto (1923); Crepúsculo
(1924); Poesias (1925).
O Pântano
Ouve e guarda contigo
este conceito amigo:
Alma não há de crimes tão perdida,
nem coração tão torvo e escuso e escuro,
que se não abra, uma só vez na vida,
ao riso em flor de um sentimento puro.
Olha:o pântano é todo
feito de vasa e lodo.
No entanto, em noites claras, é de vê-las:
na água malsã que a vasa está cobrindo
chispam, tremeluzindo,
cintilações de estrelas...
Ouve e guarda contigo
este conceito amigo:
Alma não há de crimes tão perdida,
nem coração tão torvo e escuso e escuro,
que se não abra, uma só vez na vida,
ao riso em flor de um sentimento puro.
Olha:o pântano é todo
feito de vasa e lodo.
No entanto, em noites claras, é de vê-las:
na água malsã que a vasa está cobrindo
chispam, tremeluzindo,
cintilações de estrelas...
FARIA NEVES SOBRINHO
Reviewed by Natanael Lima Jr
on
20:14
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