sábado, 5 de fevereiro de 2000


MÁRIO MELO

(Recife/PE, 05/02/1884 – Recife/PE, 24/05/1959)


Poeta, jornalista, advogado, historiador, geógrafo, músico e político. Membro da Academia Pernambucana de Letras foi também membro do Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico de Pernambuco e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, além de participar da Sociedade de Geografia de Washington e Lisboa. Foi Deputado Estadual por Pernambuco (1948/1950). Autor de vários livros sobre história, geografia e etnografia.
Principais Obras: Esboço da literatura pernambucana (1922); Aspectos da história (1933); Síntese cronológica de Pernambuco (1934); A guerra dos mascates (1941); Frei Caneca (1933).

Ausente

A vida é assim, querida: de hora em hora
Tudo, no mundo, pode ser mudado.
Para extinguir as trevas, fez-se a aurora.
Para toldar a aurora o céu nublado.

Quantos terão, pela existência afora
Nossos felizes dias invejados?
No entanto, hoje –distante – tua alma chora
E eu trago o peito em mágoas afogado.

Mas breve hei de transpor esses escolhidos
Sangrando embora os pés por sobre espinhos
Para satisfazer nossos desejos,


Pois, meus olhos têm falta de teus olhos,
Os teus afetos, sede de carinhos
E os nossos lábios fome de mais beijos.



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    ano IV


Editores: Frederico Spencer, Natanael Lima Jr e Thiago Lima