domingo, 24 de novembro de 2013


Cruz e Sousa, o maior poeta simbolista brasileiro

Poeta catarinense teve vida marcada por dificuldades.
Movimento simbolista rompeu com o materialismo do final do século XIX.





O Domingo com Poesia presta esta reverência ao grande poeta negro e simbolista brasileiro Cruz e Sousa, nascido em 24 de novembro, e também por ocasião da  semana em que o país pensa e discute sobre “consciência negra”.


Sobre o simbolismo podemos afirmar que foi um movimento literário, das artes plásticas e do teatro que rompeu com o materialismo do final do século XIX. Enquanto o mundo direcionava suas atenções às teorias científicas de nomes como Charles Darwin, poetas investiam numa linguagem metafórica e repleta de imagens, e teve em Cruz e Sousa o seu mais importante representante literário do simbolismo brasileiro.

Os simbolistas procuravam obter em suas obras variados efeitos sonoros e rítmicos, além do gosto pela linguagem rebuscada. Cruz e Sousa, é claro, não fugiu destas características, além delas, seus textos falam sobre morte, Deus, mistérios da vida e personagens marginalizados. Sua linguagem é muito rica e seus poemas mais longos possuem grande musicalidade.

João da Cruz e Sousa, ou apenas Cruz e Sousa, como ficou conhecido, nasceu na cidade de Florianópolis, na época denominada Desterro, em Santa Catarina, em 24 de novembro de 1861. Negro e filho de escravos, ele teve uma vida marcada por dificuldades. A publicação de duas de suas obras, em 1893, marcou o início do simbolismo no Brasil: "Missal" e "Broquéis". Apesar de toda dor e sofrimento, a sua obra não pode ser compreendida como uma queixa, uma autoconfissão. Seu caráter é filosófico, pois muitos são os questionamentos carregados de humanidade. Faleceu aos 36 anos, em 19 de março de 1898, vítima do agravamento no quadro de tuberculose. Suas principais obras são: Tropas e Fanfarras (1885); Missal (1893); Broquéis (1893). Vale a pena conhecer mais sobre a vida e obra deste grande poeta simbolista brasileiro.

“Nada há que me domine e que me vença
Quando a minha alma mudamente acorda...
Ela rebenta em flor, ela transborda
Nos alvoroços da emoção imensa”

(Cruz e Sousa)

Os editores






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Editores: Frederico Spencer, Natanael Lima Jr e Thiago Lima