domingo, 27 de novembro de 2011


Poesia Concreta



A poesia concreta tem seu marco inicial nos anos 50 através da publicação da revista “Noigandres”, formada pelos poetas Décio Pignatari, Haroldo de Campos e Augusto de Campos. Foi lançada oficialmente em 1956 na Exposição Nacional de Arte Concreta, no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Alguns poetas aderiram ao movimento, como José Lino Grünewald, Ronaldo Azeredo e Ferreira Gullar, este último abandonou o movimento concretista e foi um dos fundadores do movimento Neoconcretista. A Poesia Concreta influenciou artistas como Lenora de Barros, Caetano Veloso em fase Tropicália, Arnaldo Antunes, entre outros artistas. A proposta era questionar a forma tradicional da poesia estruturada em rimas e métricas, decretando o fim do verso e sugerindo substituí-lo por novas estruturas baseadas na disposição espacial das palavras em alinhamentos geométricos. Buscando uma nova forma para veicular a expressão poética, os concretistas vão concentrar suas preocupações na materialidade da palavra, nos seus aspectos sonoro (musical) e gráfico (visual), no uso do neologismo e a ruptura com a sintaxe.

A poesia concreta resgata e radicaliza propostas formalistas anteriores que percorreram difusamente os movimentos de vanguarda do início do século. O mote dos concretistas é o dístico do poeta russo do começo do século, Maiakovski: “Sem forma revolucionária não há arte revolucionária”. Suas principais influências: Mallarmé, James Joyce, Maiakóvski, Souzândrade, Ezra Pound, e.e. cummings, João Cabral de Melo Neto e Oswald de Andrade.

Além de poetas, Décio Pignatari e os irmãos Campos atuaram como críticos musicais em grandes jornais, dando suporte intelectual para as inovações tropicalistas na música popular durante os anos 60. Para eles, o projeto tropicalista afinava-se com suas aspirações, sobretudo por atuar na faixa do experimentalismo aberto à informação moderna.

Um dos principais pontos de interseção entre os dois grupos é a antropofagia oswaldiana. O poeta Oswald de Andrade, fundamental para os concretistas, passou a ter importância similar para os tropicalistas a partir da encenação de O Rei da Vela por José Celso Martinez Corrêa. O interesse em comum selou a convivência criativa entre os grupos.


Fontes:





POEMAS CONCRETOS DE AUGUSTO DE CAMPOS, DÉCIO PIGNATARI E HAROLDO DE CAMPOS







TRÊS POEMAS CONCRETOS DE AUGUSTO DE CAMPOS





TRÊS POEMAS CONCRETOS DE DÉCIO PIGNATARI





TRÊS POEMAS CONCRETOS DE HAROLDO DE CAMPOS





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Editores: Frederico Spencer, Natanael Lima Jr e Thiago Lima