sexta-feira, 8 de dezembro de 2000


VITORIANO PALHARES

(Recife/PE, 08/12/1840 – Recife/PE, 05/02/1890)

Foto: Acervo digital da
Fundação Joaquim Nabuco

Poeta. É patrono da Cadeira nº 16 da Academia Pernambucana de Letras. Cultivou o condoreirismo (parte de uma escola literária da poesia brasileira, a terceira fase romântica, marcada pela temática social e a defesa de ideias igualitárias), influenciado pelos amigos Tobias Barreto e Castro Alves. Foi amigo também do poeta fluminense Fagundes Varela. Sua poesia embora considerada sem grandes recursos literários, alcançou popularidade na época.

Principais Obras: Mocidade e tristeza (1867), Centelhas (1870); Peregrinas (1870).


Negro adeus

Adeus! Já nada tenho que dizer-te.
Minhas horas finais trêmulas correm.
Dá-me o último riso, pra que eu possa
Morrer cantando, como as aves morrem.

Aí daqueles que fez do amor seu mundo!
Nem deuses nem demônios o socorrem.
Dá-me o último olhar, para que eu possa
Morrer sorrindo, como os anjos morrem.

Foste a serpente, e eu, vil, ainda te adoro!
Que vertigens meu cérebro percorrem!
Mente a última vez, para que eu possa
Morrer sonhando, como os doidos morrem.



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Editores: Frederico Spencer, Natanael Lima Jr e Thiago Lima