terça-feira, 11 de janeiro de 2000


OSWALD DE ANDRADE

(São Paulo/SP, 11/01/1890 - São Paulo/SP, 22/10/1954)


Poeta, escritor, ensaísta e dramaturgo. Foi um dos promotores da Semana de Arte Moderna que ocorreu em 1922 na cidade de São Paulo, tornando-se um dos grandes nomes do Modernismo literário brasileiro. Foi considerado pela crítica como o escritor mais rebelde do grupo, porém sendo o mais inovador entre todos. Colaborou com a Revista Contemporânea (1915/1926). Foi autor dos dois mais importantes manifestos modernistas, o da “Poesia Pau-Brasil” e do “Antropófago”, bem como do primeiro livro de poemas do Modernismo brasileiro: “Pau-Brasil”, afastando-se por completo de todo o discurso romântico da época. Lançou o romance “Serafim Ponte Grande” (1933) e as peças “O Homem e o Cavalo” (1934) e “O Rei da Vela” (1937). Morreu aos 64 anos. Sua poesia seria precursora de dois movimentos distintos que marcariam a cultura brasileira na década de 1960: O Concretismo e o Tropicalismo.
Principais Obras: Pau-Brasil (1925); Primeiro caderno do aluno de poesia Oswald de Andrade (1927); Cântico dos cânticos para flauta e violão (1942); O escaravelho de ouro (1946); O cavalo azul (1947); Manhã (1947); O santeiro do mangue (1950).


Canto de regresso à pátria*

Minha terra tem palmares
Onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá
Minha terra tem mais rosas
E quase que mais amores
Minha terra tem mais ouro
Minha terra tem mais terra
Ouro terra amor e rosas
Eu quero tudo de lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte pra São Paulo
Sem que veja a Rua 15
E o progresso de São Paulo.

*in Poesias Reunidas. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1971.



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