terça-feira, 4 de janeiro de 2000


CASIMIRO DE ABREU

(Rio de Janeiro/RJ, 04/01/1839 – Rio de Janeiro/RJ, 18/10/1860)


 Poeta da segunda Geração Romântica. Em 1853 viaja para Portugal onde conviveu com o meio intelectual, onde escreveu maior parte de sua obra. O sentimento nativista e a saudade da família foram preponderantes para sua produção literária.  No ano de 1856 foi encenada em Lisboa o seu drama Camões e o Jau, que foi publicado logo depois. Retornando ao Brasil, em 1857, faz amizade com Machado de Assis e escreve para alguns jornais. Foi escolhido para a recém-fundada Academia Brasileira de Letras, tornou-se patrono da Cadeira nº 6.
Principais obras: Carolina (1856); Camões e o Jau (1856); Primaveras (1859).


Deus

Eu me lembro! eu me lembro! — Era pequeno
E brincava na praia; o mar bramia
E, erguendo o dorso altivo, sacudia
A branca escuma para o céu sereno.

E eu disse a minha mãe nesse momento:
“Que dura orquestra! Que furor insano!
Que pode haver maior do que o oceano,
Ou que seja mais forte do que o vento?!”

— Minha mãe a sorrir olhou pr'os céus
E respondeu: — “Um Ser que nós não vemos
É maior do que o mar que nós tememos,

Mais forte que o tufão! meu filho, é — Deus!”—



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Editores: Frederico Spencer, Natanael Lima Jr e Thiago Lima